Implantando um Escritório de Gerenciamento de Projetos Estratégico: um estudo de caso em uma instituição federal de ensino

Bruno Campelo Medeiros, Manoel Veras de Sousa Neto, Josué Vítor de Medeiros Júnior, André Morais Gurgel

Resumo


O presente estudo tem como objetivo geral compreender o processo de implantação de um EGP estratégico. A pesquisa se torna relevante, na medida em que se observa o crescimento em relação à adoção e implantação de EGPs estratégicos, encarregados de exercerem funções de apoio estratégico. Também percebe-se que muitas dessas estruturas estão sendo implantadas sob diferentes formatos, sendo, portanto, um objeto de estudo que precisa ser melhor investigado. O estudo adotou uma abordagem qualitativa, por meio de um estudo de caso em uma instituição pública de ensino, tendo como procedimentos técnicos de coleta uma narrativa, assim como documentos institucionais obtidos, e como procedimento de análise as técnicas de análise de conteúdo e codificação. Os resultados demonstram que há diferenças em relação ao processo de implantação do EGP estratégico, comparado o caso estudado com a literatura existente. Além disso, observou-se que o EGP estratégico foi implantado de forma gradativa e com processos contínuos de melhoria de suas práticas. Contudo, o estudo apresenta como implicações gerenciais a necessidade de se refletir sobre as funções desempenhadas pelo escritório, bem como a possibilidade de ampliar seu escopo de participação, utilizando uma estrutura descentralizada que permita uma maior organização e divisão de suas funções.

Palavras-chave


Escritório de gerenciamento de projetos; EGP estratégico; Implantação de EGPs estratégicos

Texto completo:

PDF

Referências


Alonso, J. M, Clifton, J., & Díaz-Fuentes, D. (2015). The impact of New Public Management on efficiency: an analysis of Madrid´s hospitals. Health Policy, 119(3), 333-340.

Artto, K., Kulvik, I., Poskela, J., & Turkulainen, V. (2011). The integrative role of the project management office in the front end of innovation. International Journal of Project Management, 29(4), 408-421.

Aubry, M., Müller, R., Hobbs, B., & Blomquist, T. (2010). Project management offices in transition. International Journal of Project Management, 28(8), 766-778.

Aubry, M., Richer, M.-C., Lavoie-Tremblay, M., & Cyr, G. (2011). Pluralism in PMO performance: the case of a PMO dedicated to a major organizational transformation. Project Management Journal, 42(6), 60-77.

Barcauí, A. (2002). PMO: escritório de projetos, programas e portfólio na prática (Cap. 1, pp. 3-32). Rio de Janeiro: Brasport.

Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70.

Carvalho, K. E. M. D., & Piscopo, M. R. (2013). Fatores de Sucesso da Implantação de um PMO: Um Caso na Administração Pública. Revista Gestão & Tecnologia, 14(3), 56-78.

Casey, W., & Peck, W. (2001). Choosing the Right PMO Setup Any company investing in the PMO strategy must understand that different kinds of PMOs solve different problems-there is no one-size-fits-all solution. PM network,15(2), 40-47.

Crawford, J. K. (2002). The Strategic Project Office: a guide to improve organizational performance. New York: Marcel Dekker.

Creswell, J. W. (2010). Projeto de pesquisa métodos qualitativo, quantitativo e misto. Porto Alegre: Artmed.

Dai, C. X., & Wells, W. G. (2004). An exploration of project management office features and their relationship to project performance. International Journal of Project Management, 22(7), 523-532.

Darling, E. J., & Whitty, S. J. (2016). The Project Management Office: it’s just not what it used to be. International Journal of Managing Projects in Business, 9(2), 282-308.

Desouza, K. C., & Evaristo, J. R. (2006). Project management offices: A case of knowledge-based archetypes. International Journal of Information Management, 26(5), 414-423.

Englund, R. L.; Graham, R. J., & Dinsmore, P. C. (2003). Creating the project office: a manager´s guide to leading organizational change. San Francisco: Jossey-Bass.

Esquierro, J. C., Valle, A. B., Soares, C. A. P, & Vivas, D. C. (2014). Implementation of a project management office in a public sector organization: a case study involving a sanitation institution. International Review of Management and Marketing, 4(1), 1-12.

Flick, U. (2009). Uma introdução à pesquisa qualitativa (3a ed.). Porto Alegre: Bookman.

Hobbs, J. B., & Aubry, M. (2007). A multi-phase research program investigating project management offices (PMOs): the results of phase 1. Project Management Journal, 38(1), 74-86.

Hobbs, B., & Aubry, M. (2010). The Project Management Office (PMO): a quest for understanding. Newtown Square PA: Project Management Institute (PMI).

Kutsch, E., Ward, J., Hall, M., & Algar, J. (2015). The Contribution of the Project Management Office: A Balanced Scorecard Perspective. Information Systems Management, 32(2), 105-118.

Lakatos, E. M., & Marconi, M. D. A. (2010). Fundamentos da metodologia científica (7a ed.). São Paulo: Atlas.

Mariusz, H. (2014). Models of PMO functioning in a multi-project environment. Procedia-Social and Behavioral Sciences, 119, 46-54.

Martins, H. C., Moura, M. T., & Mesquita, J. M. C. (2011). Escritórios de projetos como resposta estratégica da organização: um estudo de caso na Vale. Revista de Gestão e Projetos, 2(2), 26-54.

Pablo, A. L., Reay, T., Dewald, J. R., & Casebeer, A. L. (2007). Identifying, enabling and managing dynamic capabilities in the public sector. Journal of Management Studies, 44(5), 687-708.

Pansini, F., & Terzieva, M. (2013). Challenges and benefits on the path towards discovering PMO: cases from Italian banking sector. Procedia Technology, 9, 627-637.

Patel, A. R., Patel, D. M., & Patel, D. S. (2012). Implementation Plan of PMO (Project Management Office) over EPMO (Enterprise Project Management Office) for Beneficiaries Success in Today’s Organizations.International Journal of Research in Management and Technology, 2(6), 540-549.

Pellegrinelli, S., & Garagna, L. (2009). Towards a conceptualisation of PMOs as agents and subjects of change and renewal. International Journal of Project Management, 27(7), 649-656.

Pilkaitė, A., & Chmieliauskas, A. (2015). Changes in Public Sector Management: Establishment of Project Management Offices–A Comparative Case Study of Lithuania and Denmark. Viesoji Politika ir Administravimas,14(2).

Rêgo, M. L., & Silva, T. R. Desafios na manutenção do escritório de gerenciamento de projetos de um governo estadual. Encontro da Anpad, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 37.

Rodrigues, A. J. (2006). Metodologia científica: completo e essencial para a vida universitária. São Paulo: Avercamp.

Rodrigues, I., Rabechini Júnior, R., & Csillag, J. M. (2006). Os escritórios de projetos como indutores de maturidade em gestão de projetos. Revista de Administração da USP, 41(3), 273-287.

Salamah, H., & Alnaji, L. (2014). Challenges in Establishing, Managing, and Operating a Project Management Office. Recent Advances in Economics, Management and Development, Interlaken, Suíça, 192.

Santos, D. P., Oliveira, K. P., & Silveira, M. C. (2013). Coordenação e alinhamento entre escritórios de projetos: um estudo de caso na administração pública mineira. Revista de Gestão e Projetos, 4(2), 128-152.

Santos, V., & Varajão, J. (2015). PMO as a key ingredient of public sector projects’ success–position paper. Procedia Computer Science, 64, 1190-1199.

Spalek, S. (2013). Improving industrial engineering performance through a successful project management office. Inzinerine Ekonomika-Engineering Economics, 24(2), 88-98.

Unger, B. N., Gemünden, H. G., & Aubry, M. (2012). The three roles of a project portfolio management office: Their impact on portfolio management execution and success. International Journal of Project Management, 30(5), 608-620.

Tsaturyan, T., & Müller, R. (2015). Integration and governance of multiple Project management offices (PMOs) at large organizations. International Journal of Project Management, 33(5), 1098-1110.

Valle, J. A. S. (2010). Identificação e análise de fatores relevantes para a implantação de escritórios de gerenciamento de projetos de construção civil pelo conceito do Project Management Office. Tese de doutorado, Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ, Brasil. Disponível: http://www.poscivil.uff.br/sites/default/files/dissertacao_tese/angelo_valle_tese_doutorado_pmo_v2.pdf.

Valle, J. A. S., Ferreira, V. C. P., & Joia, L. A. A. (2014). A representação social do escritório de gerenciamento de projetos na percepção de profissionais da área. Gestão & Produção, 21(1), 185-198.

Veras, M. (2016). Gestão dinâmica de projetos. Rio de Janeiro: Brasport.

Ward, J., & Daniel, E. M. (2013). The role of project management offices (PMOs) in IS project success and management satisfaction. Journal of Enterprise Information Management, 26(3), 316-336.

Yin, R. K. (2010). Estudo de Caso: Planejamento e Métodos (4a ed.). Porto legre: Bookman.




DOI: https://doi.org/10.7769/gesec.v9i1.647

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2018 Bruno Campelo Medeiros, Manoel Veras de Sousa Neto, Josué Vítor de Medeiros Júnior, André Morais Gurgel

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Sem derivações 4.0 Internacional.

GeSec - Revista de Gestão e Secretariado | São Paulo, São Paulo, Brasil | e-ISSN:2178-9010

Para referências:

R. G. Secr., GESEC.

Licença Creative Commons
Esta Revista está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia