Desafios e possibilidades da implantação da metodologia sala de aula invertida: Estudo de caso em uma Instituição de Ensino Superior privada

Paulo Rodrigues Milhorato, Eloísa Helena Rodrigues Guimaraes

Resumo


Mudança é palavra que caracteriza a passagem da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento. Neste sentido, faz-se necessário repensar os processos educacionais, vistos como alternativa para suprir a lacuna entre o ensino tradicional e as demandas da sociedade atual.  Nesse cenário, surge como possibilidade o modelo proposto por Eric Mazur, nos anos 1990, denominado sala de aula invertida, que utiliza a tecnologia como apoio ao ensino. Assim, este artigo tem como objetivo descrever os impactos da metodologia sala de aula invertida em um Instituição de Ensino Superior (IES) Privada. A metodologia de pesquisa baseou-se em uma abordagem qualitativa e quantitativa e utilizou dados colhidos por meio de questionário disponibilizado na ferramenta  google docs e/ou impressos, aplicado aos alunos de uma unidade da Faculdade Pitágoras, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte, em entrevistas com professores envolvidos e observação participante. Os resultados revelam que o perfil do aluno é favorável à aplicação do modelo sala de aula invertida: são jovens e em constante contato com a tecnologia. Entretanto sua rotina diária, uma formação de base deficiente e a necessidade de trabalhar para custear uma IES privada tornam complexa a aplicação deste modelo. 


Palavras-chave


Sala de aula invertida; Sociedade do conhecimento; Tecnologia

Texto completo:

PDF

Referências


Allan, L. M. (2014, fevereiro 08) Educação 3.0: estamos prontos? Editora Abril: Educar para crescer. Recuperado de http://educarparacrescer.abril.com.br/gestao-escolar/educacao-3-0-estamos-prontos-696380.shtml.

Bergmann, J., & Sams, A. (2012). Flip your classroom: Reach every student in every class every day. International Society for Technology in Education.

Davidson, C. N. (2011). Now You See It: How Technology and Brain Science Will Transform Schools and Business for the 21s t Century. Penguin.

Educause Learning Initiative. (7). Things you should know about flipped classrooms. EDUCAUSE Creative Commons.

Fava, R. (2011). Educação 3.0: como ensinar estudantes com culturas tão diferentes (2a ed.). Cuiabá: Carlini e Caniato Editorial.

Gil, A. C. (2002). Como elaborar projetos de pesquisa (4a ed.). São Paulo: Atlas.

Kaplún, M. (1985). El Comunicador popular (No. 302.2 K17c). Quito, EC: Edit. Belén.

Keats, D., & Schmidt, J. P. (2007). The genesis and emergence of Education 3.0 in higher education and its potential for Africa. First Monday, 12(3).

Kenski, V. (2007) Educação e tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas: Papirus.

Lage, M. J., Platt, G. J., & Treglia, M. (2000). Inverting the classroom: A gateway to creating an inclusive learning environment. The Journal of Economic Education, 31(1), 30-43.

Lengel, J. (2012, novembro 07) Educação 3.0. Estadão: Educação (on-line). Recuperado de http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,artigo-educacao-30,956582.

Mazur, E. (1991). Can we teach computers to teach. Computers in Physics,5(1), 31-38.

Pireddu, M. (2008). Do fornecimento à participação. O aprendizado entre modelos teóricos e tecnologias. Do público para as redes: a comunicação digital e as novas formas de participação social, 1.

Souza, A. A. N. (2015). O Facebook como ambiente de aprendizagem: uma análise da praxis presencial mediada pelo conectivismo pedagógico.(Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, SE, Brasil). Recuperado de https://bdtd.ufs.br/bitstream/tede/1649/1/ADRIANA_ALVES_NOVAIS_SOUZA.pdf.

Strayer, J. F. (2007). The effects of the classroom flip on the learning environment: A comparison of learning activity in a traditional classroom and a flip classroom that used an intelligent tutoring system (Doctoral Dissertation, The Ohio State University).

Tapscott, D., & Williams, A. (2010). Innovating the 21st-century university: It’s time! Educause review, 45(1), 16-29.

Trevelin, A. C., Pereira, M. A. A., & Oliveira Neto, J. D. (2013). A utilização da “sala de aula invertida" em cursos superiores de tecnologia: comparação entre o modelo tradicional e o modelo invertido "flipped classroom" adaptado aos estilos de aprendizagem. Revista de estilos de aprendizaje, 12(12), 137-150.

Valente, J. A. (1999). Mudanças na sociedade, mudanças na educação: o fazer e o compreender. O computador na sociedade do conhecimento, 1, 29-48.

Valente, J. A. (2007). A crescente demanda por trabalhadores mais bem qualificados: a capacitação para a aprendizagem continuada ao longo da vida. In J. A. Valente, J. Mazzone, & M. C. C. Baranauskas (Orgs.). Aprendizagem na era das tecnologias digitais. São Paulo: Cortez, FAPESP.

Valente, J. A. (2014). Blended Learning e as mudanças no Ensino Superior: a proposta da sala de aula invertida. Educar em Revista, 79-97.

Vergara, S. C. (2004) Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração (5a ed.). São Paulo: Atlas.

Womack, J. P., Jones, D. T., & Roos, D. (1991). The Machine that Change the World. New York: Harper Perennial.




DOI: http://dx.doi.org/10.7769/gesec.v7i3.607

Métricas do artigo

Carregando Métricas ...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Paulo Rodrigues Milhorato, Eloísa Helena Rodrigues Guimaraes

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição - Não comercial - Sem derivações 4.0 Internacional.

Revista de Gestão e Secretariado - GeSeC e-ISSN:2178-9010

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia