Fatores complicantes ao desenvolvimento do processo empreendedor em empresas familiares em Rondon do Pará

Autores

DOI:

https://doi.org/10.7769/gesec.v12i3.1233

Palavras-chave:

Empreendedorismo, Empresa Familiar, Processo empreendedor,

Resumo

 O empreendedorismo é um processo que possui um importante papel para a economia e cujo estudo vem ganhando destaque especialmente no âmbito dos estudos sobre empresas familiares. No Brasil vem aumentando significativamente o número de pessoas que se lançam no mercado com ideias criativas e de sucesso. Essa, no entanto não é uma tarefa fácil, uma vez que o processo empreendedor é influenciado por fatores individuais, intrapessoais e sociais. Exatamente por não ser uma tarefa fácil é que surge o questionamento que norteia este trabalho: Quais são os fatores complicadores do empreendedorismo ao processo de empreender em empresas familiares de Rondon do Pará? Diante desse questionamento o presente estudo tem por objetivo descrever os fatores que dificultam o processo empreendedor nas empresas familiares em Rondon do Pará-PA. Foi realizada um estudo de natureza qualitativa, onde realizou-se o método de estudo de casos múltiplos e foram realizadas entrevistas em quatro empresas independentes do setor varejista na cidade de Rondon do Pará-PA. A pesquisa analisou três categorias: identificação da oportunidade, planejamento e plano de negócio, e obtenção de recursos para se começar o empreendimento. Os resultados apontam as características próprias do comportamento empreendedor desses empreendedores de empresas familiares: gosto pelo segmento determinado pela família, bons relacionamentos familiares, comprometimento com os conjugues e familiares, informações e aprendizados adquiridos ao longo da vida na atuação de negócios da família. Por outro lado, a independência é o principal elemento complicante ao processo empreendedor.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Roseane Diniz dos Santos, Unifesspa - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

              Administradora formada pela Faculdade de Administração da UNIFESSPA - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.  

Gustavo Passos Fortes, Unifesspa - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

            Administrador. Doutorando em Administração pela Universidade Federal de Goiás - UFG (PPGADM/FACE/UFG). Mestre em Administração de Empresas na Universidade Federal de Sergipe – UFS.  Professor Assistente da Faculdade de Administração da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará - UNIFESSPA.   

Sérgio Ricardo Siani, Unifesspa - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

                Administrador e Teólogo. Pós Doutorando em Sustentabilidade na PUC Campinas. Doutor em Administração PUC SP. Mestre em Administração UNIMEP. Professor adjunto de administração na UNIFESSPA.

Rogério Ruas Machado, Unifesspa - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

          Administrador. Doutor em Administração pelo Programa de Doutorado da Universidade Metodista de Piracicaba (2016). Mestrado em Administração pela Universidade Federal de Uberlândia (2009). Professor de Administração na UNIFESSPA - Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará.   

Referências

Andrade, D. M., Lima, J. B. D., De Muylder, C. F., & Antonialli, L. M. (2017). Fatores determinantes para empresas familiares empreendedoras. Gestão & Planejamento-G&P, 18.

Borges, A. F.; Lima, J. B.; Brito, M. J. & Castro, C. L. C. (2016). Empreendedorismo em empresas familiares: a pesquisa atual e os desafios futuros. Rev. Adm. Mackenzie, v. 17, n. 2, p. 93-12.

Borges, A. F.; Lescura, C. & Oliveira, J. L. (2012). O Campo de Pesquisas sobre Empresas Familiares no Brasil: Análise da Produção Científica no Período

-2009. Organizações & Sociedade, v. 19, n.61, p. 315-332.

Cattani, M. A. (1992). Empresa Familiar: mandatos e mitos no comando de uma

empresa. Dissertação (mestrado em administração). Departamento de Ciências

Econômicas, UFRGS 1993. Porto Alegre, UFRGS.

Chua, J. H.; Chrisman, J. J. & Sharma, P. (1999). Defining the family business by behavior. Entrepreneurship theory and practice, v. 23, n. 4, p. 19-39.

Creswell, J. W. (1994). Research projeto: abordagens qualitativas e quantitativas. Thousand Oaks, CA: Sábio publ.

Dolabela, F. (1999). O segredo de Luísa. Editora Sextante: São Paulo.

Dornelas, J C. (2001). Empreendedorismo. Rio de Janeiro: Campus.

Dornelas, J. (2017). Empreendedorismo: transformando ideias em Negócios. 6. Ed. São Paulo; empreende/ Atlas.

Fachin, O. (2006). Fundamentos de Metodologia 5 ed. São Paulo: Saraiva.

Ferreira, L. de O. (2015). O processo sucessório da empresa familiar: proposta de formação e desenvolvimento de carreira do sucessor na perspectiva do modelo arco-íris de carreira. Tese (Doutorado em Administração) – Faculdade de Gestão e Negócios, Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba.

Filardi, F. (2003). Empreendedorismo Sustentável: A Experiência do Programa Iniciativa Jovem. VI SEMEAD/USP. São Paulo.

Filion, L. J. (1999). Empreendedorismo: empreendedores e proprietários-gerentes de pequenos negócios. Revista de administração, v. 34, n. 2, p. 5-28.

Gélinier O. & Gaultier, A. (1975). L’avenir des entreprises personelles et familiales, Paris: Éditions Hommes et Techniques.

Gem. Global Entrepreneurship Monitor. (2015). Recuperado em em: 20 Abr. 2015 de http://gemconsortium.org/key-indicators.

Goel, S. & Jones III, R. J. (2016). Entrepreneurial exploration and exploitation in family business: asystematic review and future directions. Family Business Review, v. 29, n. 1, p. 94-120.

Greattie, L & Prevideli, J.J. (2005). Perfis Empreendedores: Análise Comparativa das

Trajetórias de Sucesso e do Fracasso Empresarial no Município de Maringá – PR Enanpad: 2004. Anais. Brasília/DF.

JOHNSON, K. D. (2019). A mente do empreendedor. São Paulo: Editora Alto Astral Ltda.

Landstrom, H. & Benner, M. (2010). Entrepreneurship research: a history of scholarly

migration. In: Landstrom, H. & Lohrke, F. (org). Historical foundations of

entrepreneurship research. Great Britain: Edward Elgar Publishing. pp. 15-45.

Leone, N. G. (2005). Sucessão na empresa familiar: preparando as mudanças para garantir sobrevivência no mercado globalizado. Editora Atlas.

Lima, J. B.; Andrade, D. M. & Grzyboviski, D. (2005). Práticas de sucessão em empresas familiares empreendedoras. 138-161p. In: In: Souza, E. C. L. & Guimarães, T. A. Empreendedorismo além do plano de negócio. São Paulo: Atlas.

Lopes, G. S., Jr., & Souza, E. C. L. Atitude empreendedora em proprietários-gerentes de pequenas empresas. Construção de um instrumento de medida. Revista Eletrônica de Administração, 11(6), 1-21, 2005. Recuperado em 11 maio, 2006 de http://read.adm.ufrgs.br/edicoes/pdf/artigo_380.pdf.

Mamede, M. I. B. & Moreira, M. Z. (2005). Perfil de competências empreendedoras dos investidores Portugueses e Brasileiros: Um estudo comparativo na rede hoteleira do Ceará. In: Enanpad: 2005. Anais. Brasília/DF.

Mazzarol, T. ; Reboud, S. Entrepreneurship and Innovation Theory, Practice and Context. In: Entrepreneurship and Innovation. Springer, Singapore, 2020.

Mcclelland, D. C. (1961). A sociedade de realização. Princeton, N.J.: Van Nostrand Co.

Mikušová, M. ; Friedrich, V. & Horváthová, P. (2020). Who is More Sustainable? Family Business or Non-Family Business? Czech Evidence. Sustainability, v. 12, n. 14, p. 5540.

Neuman, L. W. (1997). Métodos de Pesquisa Social: abordagens qualitativas e quantitativas. Boston: Allyn & Bacon.

PERREN, L. (2000). Comparing entrepreneurship and leadership – a textual analysis. The Council for Excellence in Management and Leadership.

Salvato, C.; Corbetta, G. (2013). Transitional Leadership of Advisors as a Facilitator of Successors’ Leadership Construction. Family Business Review. XX(X) 1–21.

Sampieri, R. H., Collado, C. F. & Lucio, P. B. (2006). Metodologia da Pesquisa. São Paulo: Mc Graw-Hill Interamericana Brasil Ltda.

Schumpeter, J. A. (1996). Ensaios: empresários, inovação, ciclos de negócios e evolução do capitalismo. Lisboa: Celta Editora.

Schumpeter, J. A. (1934). The Theory of Economic Development: An Inquiry into Profits, Capital, Credit, Interest and the Business Cycle. Cambridge, MA: Harvard University Press.

Sebrae. (2004). Fatores Condicionantes e taxa de Mortalidade de Empresas no Brasil.

Relatório de Pesquisa, Brasília.

Shane, S. & Venkataraman, S. (2000). The promise of entrepreneurship as a field of research. Academy of management review, v. 25, n. 1, p. 217-226.

Svitras, C. (2018). Empresas familiares: como sobreviver à terceira geração. Recuperado em 10 de julho de 2018 de http://revistavisãojuridica.com.br/2017/06/12/empresas-familiares-como-sobreviver-a-terceira-geracao

Tang, J.; Kacmar, K. M. & Busenitz, L. Entrepreneurial alertness in the pursuit of new opportunities. Journal of Business Venturing, New York, v. 27, n. 1, pp. 77-94, 2012.

Yin, R. K. (2001). Estudo de caso: planejamento e método. 5 ed., Porto Alegre: Bookman.

Downloads

Publicado

2021-12-03

Como Citar

Santos, R. D. dos, Fortes, G. P., Siani, S. R., & Machado, R. R. (2021). Fatores complicantes ao desenvolvimento do processo empreendedor em empresas familiares em Rondon do Pará. Revista De Gestão E Secretariado, 12(3), 19–36. https://doi.org/10.7769/gesec.v12i3.1233